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Câncer de testículo: quais as principais causas e como tratar?

O câncer de testículo é incomum e ocorre em menos de 1% dos homens. No entanto, é o tumor mais prevalente entre pacientes do sexo masculino jovens e de idade produtiva (18-30 anos). Em geral, a sobrevida em 5 anos pode chegar a 95%. Apesar da raridade, nos últimos anos, observa-se um aumento de sua incidência ao redor do mundo. E o Brasil é um dos países da América Latina que concentra o maior número de casos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há um registro de pouco mais de 3 mil novos casos por ano no país.

Sumário

O câncer de testículo é incomum e ocorre em menos de 1% dos homens. No entanto, é o tumor mais prevalente entre pacientes do sexo masculino jovens e de idade produtiva (18-30 anos). Em geral, a sobrevida em 5 anos pode chegar a 95%.

Apesar da raridade, nos últimos anos, observa-se um aumento de sua incidência ao redor do mundo. E o Brasil é um dos países da América Latina que concentra o maior número de casos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há um registro de pouco mais de 3 mil novos casos por ano no país.

Veja neste texto, o que é câncer de testítulo, quais as suas causas, sintomas e tratamentos.

Câncer de testículo: causas e fatores de risco

Os testículos fazem parte do sistema reprodutor masculino e estão localizados no saco escrotal, atrás do pênis. São os responsáveis pela produção de espermatozoides e de testosterona, principal hormônio masculino.

O câncer de testículo ocorre quando há uma multiplicação descontrolada das células locais, perdendo suas características basais e formando um tumor. Pode acometer um ou ambos os lados. E assim como outros tumores, possui a capacidade de se espalhar para outros órgãos como pulmão, fígado, sistema linfático, entre outros, tornando-se uma doença metastática.

Pode acometer qualquer faixa etária, no entanto, apresenta maior incidência entre os jovens, dos 15 aos 40 anos.

Existem alguns fatores de risco conhecidos que aumentam a probabilidade de desenvolver a doença. São eles:

Histórico familiar: ter parentes de primeiro grau com câncer de testículo aumenta o risco;

Etnia: homens brancos têm mais chances de desenvolver;

Anormalidades congênitas: homens com anormalidades testiculares, como criptorquidia (testículos que não descem para o escroto), têm maior risco;

Síndrome de Klinefelter: anomalia cromossômica rara que ocorre nos homens, fazendo com que eles tenham um cromossomo X a mais e provocando o funcionamento inadequado das gônadas;

Idade: mais comum em jovens, entre 15 e 40 anos;

Exposição a certos produtos químicos: com pesticidas, solventes e outras substâncias químicas tóxicas;

HIV/AIDS: homens com HIV/AIDS têm maior risco de desenvolver a doença;

Tabagismo e uso de maconha: fumar aumenta de câncer testicular, assim como vários outros tipos

Tipos de câncer testicular

Mais de 90% dos tumores malignos de testículos são de células germinativas e são divididos em duas principais categorias: seminoma e não seminoma.

  • Seminoma: caracterizados por marcadores tumorais negativos (nunca expressam alfa feto proteína). Possuem disseminação hematológica (pela corrente sanguínea) mais rara e são muito sensíveis à radioterapia e à quimioterapia;
  • Não seminoma: são tumores com disseminação hematológica mais comum e podem não responder muito bem à radioterapia e/ou à quimioterapia. Incluem os carcinomas embrionários, coriocarcinomas, tumores de saco vitelínico e teratomas.
Os testículos fazem parte do sistema reprodutor masculino e estão localizados no saco escrotal, atrás do pênis. São os responsáveis pela produção de espermatozoides e de testosterona, principal hormônio masculino.

O câncer de testículo ocorre quando há uma multiplicação descontrolada das células locais, perdendo suas características basais e formando um tumor. Pode acometer um ou ambos os lados. E assim como outros tumores, possui a capacidade de se espalhar para outros órgãos como pulmão, fígado, sistema linfático, entre outros, tornando-se uma doença metastática.

Pode acometer qualquer faixa etária, no entanto, apresenta maior incidência entre os jovens, dos 15 aos 40 anos.

Outros tipos de cânceres são mais raros e incluem os tumores de células de Leydig (responsáveis pela produção de testosterona) e de células de Sertoli (que estimuladas pelo FSH sintetizam fatores de crescimento envolvidos na diferenciação das células germinativas).

Os tipos de células encontradas, sintomas e outros fatores serão determinantes para a escolha do melhor tratamento.

Câncer de testículo: sintomas 

Assim como outros tipos de câncer, essa neoplasia pode não apresentar sintomas em fases iniciais, mas, à medida que a doença avança:

  • Nódulo no testículo: geralmente é indolor, mas pode ser sensível ao toque;
  • Aumento ou inchaço no testículo: doloroso ou não;
  • Dor na região lombar ou abdominal: o câncer de testículo pode se espalhar para os gânglios linfáticos nessas áreas;
  • Mudança na consistência dos testículos;
  • Crescimento de mamas ou perda de desejo sexual;
  • Dor ou desconforto no testículo ou escroto;
  • Acúmulo de líquido no escroto.

Autoexame dos testículos e diagnóstico

Os homens podem fazer um autoexame dos testículos para verificar se tem algum nódulo ou demais alterações. O melhor momento para isso é após um banho quente, ainda em pé, com o escroto  relaxado.

Ao perceber algum desses sintomas mencionados acima, deve-se procurar um médico especialista o mais breve possível.

Leia mais sobre e veja o vídeo:

  • Câncer de próstata

Câncer de testículo: tratamento depende do estágio e tipo   

O diagnóstico inicial envolve anamnese, exame físico e alguns exames complementares, como uma ultrassonografia local e marcadores tumorais sanguíneos (AFP, B-HCG, LDH). 

Se confirmada uma massa testicular sólida em ultrassom é indicado prosseguir com orquiectomia inguinal radical (procedimento diagnóstico e terapêutico). A orquiectomia por via escrotal está contraindicada pelo aumento do risco de disseminação linfática, assim como a biópsia de testículo.

O estadiamento do câncer de testículo envolve avaliação do tumor, linfonodo e metástase com tomografias de tórax, abdome e pelve com contraste, além da dosagem de marcadores tumorais séricos (dosados no início e durante o tratamento). Em alguns casos mais específicos, ainda complementa-se com uma ressonância magnética de crânio.

O tratamento para câncer de testículo depende do tipo e estágio.

Os principais tipos de tratamento incluem:

  • Cirurgia: a remoção do testículo afetado (orquiectomia) é o principal tratamento. Em casos de câncer avançado, pode ser necessário remover os gânglios linfáticos locais (procedimento conhecido como dissecção linfonodal retroperitoneal);
  • Quimioterapia: pode ser usada como uma tentativa de reduzir a taxa de recidiva dessa doença assim como para o tratamento da doença metastática. Os medicamentos quimioterápicos são administrados por via intravenosa;
  • Radioterapia: a radioterapia é menos comum no tratamento de câncer de testículo, mas pode ser usada em alguns casos;
  • Acompanhamento: após o tratamento, é importante realizar exames regulares para monitorar a recorrência do câncer. Isso pode incluir exames de sangue, para verificar os marcadores tumorais; tomografias computadorizadas e radiografias do tórax.

É um dos tumores com mais alta taxa de cura, mesmo em casos metastáticos, podendo chegar até 95% em 5 anos quando diagnosticado precocemente. Por isso, não deixem de buscar atendimento médico especializado.

Procure o COE para seus exames e tratamento

O COE é um Centro de Oncologia e Doenças Autoimunes, que oferece um avançado e humanizado padrão de atendimento, pensado em todos os detalhes para oferecer uma experiência de qualidade, suporte e segurança aos pacientes e familiares.

Para todos os tipos de câncer, o COE dispõe de equipe especializada, que auxilia na investigação de sintomas, avalia fatores de risco (genéticos e não genéticos), realiza diagnósticos precisos e tratamento adequado a cada caso.

O COE tem profissionais da medicina integrativa, que ajudam os pacientes a fazerem uma mudança no estilo de vida e a adotarem práticas para controle de diversos fatores de risco, ou seja, em qualquer fase da doença, a equipe COE estará sempre presente!

No COE, a enfermeira navegadora é responsável por esclarecer dúvidas em qualquer etapa, antes, durante e após o diagnóstico, agilizar marcação de consultas e exames e fazer todo o acompanhamento durante o tratamento.

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