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Espondilite anquilosante: uma visão abrangente sobre essa doença autoimune

Pelo menos 80% das pessoas ao longo da vida poderão passar por uma crise de dor lombar. E você, tem dor nas costas? Sabia que existe uma doença autoimune que é a causa mais comum de dor nas costas em pacientes jovens? Essa doença é a espondilite anquilosante? Neste texto, veja que nem sempre as dores lombares são causadas por fatores mecânicos, que ocorrem porque o paciente ficou com uma má postura, fez esforço físico demais ou porque travou a coluna. Vamos explorar em detalhes o que é a espondilite anquilosante, seus sintomas e causas, consequências, diagnóstico e opções de tratamento. O que é espondilite anquilosante? Em alguns casos, a dor nas costas é muito mais do que um problema mecânico. Esse desconforto pode ser um sintoma da espondilite anquilosante. Essa é uma doença inflamatória reumática crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. Essa condição progressiva pode levar à fusão das vértebras e à perda de mobilidade na região afetada. A espondilite anquilosante tem uma predisposição genética, com um forte componente hereditário. Costuma ser mais comum em homens jovens.

Sumário

Pelo menos 80% das pessoas ao longo da vida poderão passar por uma crise de dor lombar. E você, tem dor nas costas? Sabia que existe uma doença autoimune que é a causa mais comum de dor nas costas em pacientes jovens?  Essa doença é a  espondilite anquilosante?

Neste texto, veja que nem sempre as dores lombares são causadas por fatores mecânicos, que ocorrem porque o paciente ficou com uma má postura, fez esforço físico demais ou porque travou a coluna.

Vamos explorar em detalhes o que é a espondilite anquilosante, seus sintomas e causas, consequências, diagnóstico e opções de tratamento.

O que é espondilite anquilosante?

Em alguns casos, a dor nas costas é muito mais do que um problema mecânico. Esse desconforto pode ser um sintoma da espondilite anquilosante. 

Essa é uma doença inflamatória reumática crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. Essa condição progressiva pode levar à fusão das vértebras e à perda de mobilidade na região afetada. 

A espondilite anquilosante tem uma predisposição genética, com um forte componente hereditário. Costuma ser mais comum em homens jovens.

Estudos têm demonstrado a associação com o antígeno de histocompatibilidade HLA-B27, presente em cerca de 90% dos indivíduos com a doença. No entanto, nem todas as pessoas com o HLA-B27 desenvolverão espondilite anquilosante, o que sugere que outros fatores desempenham um papel importante no desencadeamento da doença.

As consequências da espondilite anquilosante podem ser significativas, com sequelas que podem ser permanentes. 

A progressiva fusão das vértebras pode levar à perda de mobilidade e postura anormal, resultando em deformidades da coluna vertebral, em um quadro denominado “coluna em bambu”, com tamanha rigidez que a pessoa não consegue dobrar ou até mexer o pescoço, o que acaba limitando muito a vida do paciente. 

A capacidade pulmonar também pode ser comprometida, devido à limitação dos movimentos respiratórios causada pela rigidez torácica.

Espondilite anquilosante: sintomas

Os sintomas de espondilite anquilosante podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente o principal sintoma é a dor lombar crônica, que piora com o repouso e melhora com o movimento. Essa dor também tem alternância glútea, ou seja, dói de um lado em um dia e alterna para o outro no dia seguinte. 

Esse tipo de dor tem padrão inflamatório, ou seja, o paciente sente mais dor à noite ou até acorda no meio da noite sentindo dor, mas ao longo do dia a dor vai melhorando.

A rigidez matinal também é uma característica marcante da doença, com duração de pelo menos 30 minutos. Assim, é normal o paciente acordar com a sensação que a coluna está meio travada, mas com o passar do tempo e o movimento, vai destravando.

À medida que a espondilite anquilosante progride, a dor e a rigidez podem se estender para outras áreas da coluna, como pescoço e região torácica.

Além da coluna vertebral, a espondilite anquilosante pode afetar outras articulações, como ombros, quadris e joelhos. 

A inflamação também pode se estender para outras partes do corpo, causando manifestações extra-articulares, atingindo por exemplo os olhos, causando uveíte; acometimento de pele (psoríase) ou prejudicando os órgãos digestivos, levando a complicações como a doença inflamatória intestinal (doença de Crohn ou retocolite ulcerativa). 

Cerca de 50% dos pacientes dos pacientes que têm espondilite anquilosante podem ter uma doença subclínica intestinal.

Como diagnosticar espondilite anquilosante?

O diagnóstico da espondilite anquilosante pode ser desafiador, pois não existem testes laboratoriais definitivos para confirmar a doença. É muito comum um atraso de até 8 anos até que o paciente tenha um diagnóstico preciso.

Assim, quando o paciente sofre com essas dores lombares crônicas, precisa buscar um reumatologista. O que fará o médico desconfiar que o paciente sofre com essa condição autoimune é: 

  • Sente dores lombares recorrentes e de padrão inflamatório;
  • É jovem (entre 30 e 40 anos);
  • É do sexo masculino (porém, as mulheres também podem sofrer com a condição);
  • O paciente tem boa resposta com anti-inflamatórios.

O médico vai buscar o histórico médico detalhado do paciente, realizar exame físico e exames de imagem, como radiografias e ressonância magnética como auxílio no diagnóstico. 

Tratamento da espondilite anquilosante

Os tratamentos para espondilite anquilosante tem como objetivo controlar a dor, reduzir a inflamação e melhorar a qualidade de vida do paciente. São eles:

Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são frequentemente prescritos como primeira linha de tratamento para aliviar a dor e a rigidez, porém, o uso contínuo deste tipo de medicação por causar aumento do risco cardiovascular, problemas gástricos e renais;

Por ser uma doença autoimune, podem ser utilizados medicamentos imunossupressores, com o objetivo de controlar aquela agressão da imunidade do paciente para reduzir a inflamação;

Medicações imunobiológicas também controlam a progressão da doença que podem ser aplicadas em forma de soro ou subcutânea;

Além dos medicamentos, a fisioterapia desempenha um papel crucial no tratamento da espondilite anquilosante: 

Exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e técnicas de postura adequada são essenciais para manter a mobilidade e prevenir a rigidez progressiva da coluna vertebral. 

Em alguns casos, a cirurgia pode ser considerada para corrigir deformidades ou substituir articulações danificadas.
  • Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são frequentemente prescritos como primeira linha de tratamento para aliviar a dor e a rigidez, porém, o uso contínuo deste tipo de medicação por causar aumento do risco cardiovascular, problemas gástricos e renais;
  • Por ser uma doença autoimune, podem ser utilizados medicamentos imunossupressores, com o objetivo de controlar aquela agressão da imunidade do paciente para reduzir a inflamação;
  • Medicações imunobiológicas também controlam a progressão da doença que podem ser aplicadas em forma de soro ou subcutânea;
  • Além dos medicamentos, a fisioterapia desempenha um papel crucial no tratamento da espondilite anquilosante: 
  • Exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e técnicas de postura adequada são essenciais para manter a mobilidade e prevenir a rigidez progressiva da coluna vertebral. 
  • Em alguns casos, a cirurgia pode ser considerada para corrigir deformidades ou substituir articulações danificadas.

É importante destacar que o tratamento da espondilite anquilosante é individualizado, especialmente se o paciente tem condições associadas, como as doenças inflamatórias intestinais. Neste caso, é preciso tratar com base nas duas doenças. 

Vale ressaltar que essas condições merecem muito cuidado já que as doenças inflamatórias intestinais podem levar a muitas debilidades e até ser fatal, em alguns casos.

 O acompanhamento regular com um reumatologista também é fundamental para monitorar a progressão da doença e ajustar a terapia conforme necessário.

Procure o diagnóstico precoce e tratamento no COE

Essa doença não tem cura, mas pode ser diagnosticada de forma precisa e tratada adequadamente. Com um diagnóstico precoce e um tratamento, é possível controlar os sintomas, reduzir a inflamação e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. 

A conscientização sobre essa condição e a busca por cuidados médicos especializados são essenciais para um manejo eficaz da espondilite anquilosante.

O COE (Centro de Oncologia e Doenças Autoimunes) é especializado no diagnóstico e tratamento de doenças crônicas e autoimunes e pode ajudar muito os pacientes que sofrem com essa doença.

Cada caso é observado de forma diferente e tratado de forma individualizada de acordo com a gravidade e extensão da condição, sintomas e muitos outros fatores. 

Na abordagem multidisciplinar, os pacientes também podem contar com cuidados médicos especializados, apoio emocional e suporte de terapeutas e grupos de apoio.

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